Universo Católico Especial - A Paixão
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A guerra contra Mel Gibson   Exibir em PDF  Imprimir  Envia por E-mail 
Nas últimas quatro semanas escrevi um livro, A Guerra contra Mel Gibson. Decidi distribuí-lo de graça neste fim de semana, mas apenas neste fim de semana. Vou retirá-lo da Web na terça-feira. Ou seja, "baixe-o agora, ou cale-se para sempre".

A guerra cultural

No meu livro, afirmo que a guerra da mídia contra A Paixão de Cristo tem sido sistemática e cada vez mais frenética. Ela faz parte da guerra cultural mais ampla que está sendo travada pela esquerda contra os Estados Unidos, especificamente, e o Ocidente em geral. O principal teórico dessa guerra foi o comunista italiano Antonio Gramsci, morto em 1937. Esses antecedentes históricos são analisados no meu livro. Gramsci entendeu isto, oitenta anos atrás: o Cristianismo é o inimigo da revolução comunista. Ele escreveu em 1921:

O que resta a ser feito? Nada mais que destruir a forma atual de civilização. Nesse campo, "destruir" não significa a mesma coisa que no campo econômico. Não significa privar a humanidade dos produtos materiais de que precisa para subsistir e desenvolver-se. Significa destruir hierarquias espirituais, preconceitos, ídolos e tradições ossificadas.

Os conservadores e os libertários resistiram nas três últimas décadas com um contra-ataque incrivelmente bem-sucedido na área da teoria econômica. Os socialistas foram vencidos, intelectual e politicamente. A União Soviética entrou em falência. Na batalha das idéias, o nosso lado marcou vitória atrás de vitória.

Na guerra cultural, no entanto, levamos surra atrás de surra. Em todas as frentes, estamos cercados pelo inimigo: na literatura, na televisão e especialmente no cinema.

Agora, numa reviravolta impressionante, Mel Gibson nos deu uma vitória tão esmagadora que pôs o establishment da mídia em estado de choque. Eles armaram uma batalha sem limites contra Gibson, a qual começou praticamente assim que ele anunciou seus planos de produzir o filme. A esquerda descarregou sobre ele tudo o que possuía. O esforço fracassou. Até agora, o fracasso já atinge a casa dos US$ 300 milhões, e não chegamos ainda ao feriado de Páscoa. O filme ainda não estreou na Europa, na América Latina e na Coréia do Sul.

Assim como o oficial de guerrilha vivido por ele em O Patriota, Mel Gibson pegou o inimigo com suas calças coletivas arriadas – uma situação bem conhecida desse inimigo em especial. Ele conseguiu isso com a arma mais apropriada à disposição, dele ou de qualquer outra pessoa: a história da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Ele mirou sua arma para o ventre do monstro. Acertou em cheio. A besta mal sabe o que a atingiu, muito menos o que fazer a respeito. Ela está urrando. Gibson é acusado de anti-semitismo. Seu filme foi repetidamente chamado de indecente por conta de sua violência. O governo humanista do México proibiu a exibição para crianças. Há medo no establishment. Um medo visceral. É bom para eles, é o que digo. Eles merecem.

Gibson levou a mídia à apoplexia tão logo anunciaram-se seus planos para A Paixão. Os grandes jornais começaram a preparar resenhas antes mesmo que Gibson começasse as filmagens. Alguém roubou uma cópia do roteiro e divulgou-a para alguns críticos selecionados.

Aplicou-se uma pressão tremenda sobre Gibson para que mudasse o filme. Até o dia da estréia, os chefões de Hollywood continuavam dizendo que nunca mais trabalhariam com ele. (Eles mudaram o tom dos comentários depois que a atração arrecadou US$ 117 milhões em cinco dias.)

Por quê? Por que Hollywood deu as costas para um filme que se transformou instantaneamente num sucesso estrondoso? Pelo mesmo motivo que leva os estúdios a dedicar centenas de milhões de dólares a produzir filmes que atacam a religião e a moralidade: sua hostilidade intensa ao Cristianismo e ao sistema de valores que ensina.

O sucesso financeiro do filme serviu para lhes enviar uma mensagem: há milhões de compradores de ingressos que não compartilham dos valores de Hollywood e que estão dispostos a pôr seu dinheiro onde seus valores estão. Foi o que fez Gibson. É somente por isso que os espectadores estão em posição de enviar uma mensagem a Hollywood e ao New York Times. Gibson arriscou dezenas de milhões de dólares de seu próprio bolso para financiar esse projeto. Agora, ele é um homem muito rico, e vai ficar muito mais rico depois que o filme for lançado em DVD. Depois disso, começa a renda vitalícia. Esse filme será alugado durante a vida toda do diretor, em muitas línguas.

Um iceberg de insatisfação

Todos deveríamos reconhecer A Paixão como aquilo que realmente é: um experimento que revelou a ponta de um imenso iceberg de insatisfação. Antes do lançamento, um pretenso especialista em Hollywood, um tal de Michael Levine, disse ao Washington Times: "Este filme tem todos os traços de um fracasso de bilheteria." Obrigado, sr. Levine, por sua sabedoria. O senhor escancarou a janela para que possamos ver como funciona a cabeça dos produtores de Hollywood. Ao contrário de seus antepassados da década de 30 e 40, eles não sabem o que o público quer.

A vitória de Mel Gibson soou um alarme: os poderes instituídos podem ser transformados em poderes destituídos. Os poderes instituídos ouviram o alarme. A questão é se suas vítimas também o ouviram.

O sinédrio judeu pediu aos romanos que selassem o túmulo de Jesus porque sabia que Ele havia profetizado Sua própria ressurreição depois de três dias. O sinédrio temia que os discípulos roubassem o corpo e alegassem ter havido a ressurreição. Mas eles julgaram erroneamente os discípulos, os quais haviam todos fugido. Foram as mulheres que descobriram o túmulo aberto, não os discípulos. Os discípulos foram os últimos a ser informados de sua libertação da servidão. Seus governantes viram a grande reviravolta antes deles. Isso não mudou. Mas devia ter mudado.

Gibson pôs o dedo na ferida. À vista do público, ele desafiou os poderes culturais instituídos. Ele fez picadinho deles à vista do público. A possibilidade de Gibson fazer isso novamente é motivo de grande preocupação para Hollywood e para o establishment midiático.

O público conservador recebeu uma oportunidade de testar sua própria força. É a primeira vez na vida em que vejo um filme de extrema qualidade artística desafiar a visão que o establishment tem do Cristianismo. É a contra-ofensiva mais importante que já vimos na guerra cultural.

Na Europa, o processo de erosão espiritual está quase terminado. Mas o herdeiro não será o comunismo. A menos que haja uma grande mudança, o herdeiro será o Islã.

Por que dar o livro de graça?

Meu livro foi rejeitado por uma grande editora cristã. O editor diz que ele é negativo demais. "Não há um equilíbrio entre otimismo e pessimismo", foi o que ele disse. É bem verdade; se você quer um livro alegre para culturalmente desinformados, este não é o livro para você. "Precisa ser reescrito", disse ele. "Pouco provável", disse eu. Daí esta oferta. Prefiro distribuir a "versão original, sem cortes" para as tropas.

A importância da iniciativa de Gibson é que se trata do primeiro divisor de águas cultural: uma contra-ofensiva à mídia de massa. Isto é uma guerra. Os cristãos que gastam seu dinheiro em livrarias cristãs (mulheres de 45 a 75 anos) têm combatido nessa guerra no nível familiar, mas não no nível da mídia de massa. Fui incapaz de escrever um livro alegre, na linha "Jesus ama Hollywood e tem um plano maravilhoso para a sua vida". Tive de escrever a verdade.

A verdade da guerra cultural é que a estamos perdendo em todos os lados da arena pública. Não há como pôr um rosto bonito nessa derrota. Precisamos começar onde estamos: no canto do ringue. O primeiro passo é entender nossos inimigos e por que eles têm tido sucesso.

Acredito que haja um exército de cristãos lá fora que não suportam mais aquilo que os mestres culturais desta época estão lhes empurrando goela abaixo. Estou convencido de que vimos um momento crítico. Escrevi meu livro de acordo com essa visão. Não é um retrato animador. É uma chamada para uma guerra cujos últimos estágios estamos vivendo.

Mel Gibson ficou muito rico com sua aposta por causa da existência de um público que estava pronto para ver a verdade. Acredito que o mesmo se aplique ao público comprador de livros. Mas o editor não ficou convencido.

Baixe o livro. Leia-o. Tire suas próprias conclusões. Mas um aviso: eu cito nomes, lembro fielmente do que disseram e não faço prisioneiros. Se esse é o seu tipo de leitura de fim-de-semana, baixe o livro.

Quem sabe? Talvez o editor reconsidere. Posso pensar em alguns executivos de Hollywood que gostariam de reconsiderar sua decisão de rejeitar os direitos de distribuição de A Paixão de Cristo. Ao contrário deles, o editor ainda tem tempo.

Se, após ler o livro, você achar que o editor deve reconsiderar, eu agradeceria se você gastasse o preço de um selo para enviar-lhe uma carta recomendando o livro. Forneço mais detalhes na primeira página. Você não tem obrigação nenhuma de fazer isso, é claro. Mas preciso de uma ajudinha de meus amigos.


[Aviso: se muitos de vocês tentarem baixar o arquivo de uma vez, o site pode entrar em modo de sobrecarga. O livro está mesmo lá, mesmo que o site dê uma mensagem de erro 404. A economia define a escassez da seguinte forma: "Quando o preço é zero, há mais demanda que oferta." Essa lei se aplica à largura de banda.]

Autor: Gary North

Fonte: www.lewrockwell.com , 27/03/2004

Remetente: Alexandre Ramos da Silva